quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Velhos, mas muito úteis

Os primeiros 30 dias do ano são marcados pela renovação. É o tempo de dar carga nos novos projetos e de se desfazer das velharias materiais, como os computadores quase obsoletos. Às vezes, nem é preciso se livrar de toda máquina, mas apenas de alguns de seus componentes. No entanto, para onde vão essas peças jogadas fora? Elas viram sucata ou são reaproveitadas? O Informática traz algumas dicas do que pode ser feito com a ´antiguidade` e quem pode ser beneficiado.


No CRC/Recife, cerca de 25 máquinas são recuperadas diariamente Foto: Paulo Paiva/Esp. DP/D.A Press
Há cerca de dois anos, o Recife é uma das sete cidades do Brasil que já contam com um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC). As outras localidades são Porto Alegre, Guarulhos, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Belém. Os CRCs são espaços físicos adaptados para o processo de recepção de equipamentos usados, triagem, recondicionamento, armazenagem, entrega e descarte ambientalmente correto de componentes não aproveitáveis. No CRC/Recife, cerca de 20 a 25 computadores são recuperados diariamente. ´Depende da qualidade do material e das peças sobressalentes. Desmontamos tudo e remontamos depois`, explica o assistente de suprimentos Dimas Ferreira.

Na capital, o CRC está no Centro Marista Circuito Jovem do Recife. ´Recuperamos placas mãe, monitores, impressoras, equipamentos mais caros e ensinamos jovens de comunidades a fazer o mesmo`, informa o diretor do CRC/Recife, Domingos Sávio de França. De acordo com ele, o material é encaminhado para escolas, telecentros e outras unidades. ´Ajudamos a fomentar a inclusão digital da população`, reforça.

Segundo dados do Ministério do Planejamento, mais de 60 mil computadores em todo o país foram consertados desde 2006 graças ao Projeto Computadores para Inclusão (CI), do qual o CRC faz parte. ´Recondicionamos mais de 10 mil máquinas em 2010 e inauguramos mais dois CRCs. A projeção para este ano é continuar o trabalho desenvolvido`, explica a assessora de inclusão digital da secretaria de Logística e Tecnologia do Ministério do Planejamento, Cristina Mori.

Na área de qualificação, os centros promovem cursos para pessoas entre 16 e 29 anos que estudem ou tenham estudado em escolas públicas. As aulas duram seis meses e são divididas entre teoria e prática. Uma das beneficiadas pelo CRC Recife é Marilene Cabral da Silva. ´Muitos amigos meus tinham participado das capacitações promovidas pelo CRC, mas até então eu não pensei que fosse me identificar tanto com a área. Quando entrei, vi que levava jeito e hoje estou gostando muito`, revela.

O CRC/Recife é resultado de uma parceria entre a União Brasileira de Educação e Ensino (UBEE), por meio do Centro Marista Circuito Jovem do Recife, da Faculdade Marista, do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Planejamento, além de contar com o apoio do Governo de Pernambuco.

"Recuperamos placas mãe, monitores, impressoras, equipamentos mais caros e ensinamos jovens de comunidades a fazer o mesmo" Domingos Sávio, diretor do CRC/Recife.

Fonte: http://www.pernambuco.com/

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