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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Um em cada cinco brasileiros sofreu punição física regular na infância
Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.
O levantamento foi feito em 2010 e divulgado este mês pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.
O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.
“A pergunta sobre a punição corporal na infância se mostrou absolutamente vital para a pesquisa. Ao cruzar esses resultados com diversas outras questões, podemos notar que as vítimas de violência grave na infância estão mais sujeitas a serem vítimas de violência ao longo de toda a vida”, disse Cardia.
A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano.
“A criança entende que a violência é uma opção legítima e vai usá-la quando tiver um conflito com colegas da escola, por exemplo. Mas, ao agredir, ele também pode sofrer agressão e se tornar vítima. E isso cresce de forma exponencial ao longo da vida”, disse Cardia.
Os entrevistados que relataram ter apanhado muito quando criança foram os que mais escolheram a opção “bater muito” em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Também foram os que mais esperariam que os filhos respondessem com violência caso fossem vítimas de agressão física na escola. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem um ciclo perverso de uso de força física que precisa ser combatido.
Os resultados foram comparados com levantamento semelhante de 1999, realizado pelo NEV nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém, Manaus, Porto Velho e Goiânia. No levantamento de 2010, a capital Fortaleza também foi incluída.
Embora o percentual dos que afirmam ter sofrido punição física regular tenha diminuído na última década – passando de um em cada quatro entrevistados para um em cada cinco –, ainda é considerado alto.
A pesquisa mostrou também que a percepção da população sobre crescimento da violência diminuiu, passando de 93,4% em 1999 para 72,8% em 2010. No último levantamento, porém, foi maior a quantidade de entrevistados que disse ter presenciado em seus bairros uso de drogas, prisão, assalto e agressão.
Fonte: Agência Fapesp e Pró-Menino
terça-feira, 3 de julho de 2012
Reunião Ordinária do Fórum DCA/PE
Foi realizada nesta segunda-feira (02) mais uma reunião do Fórum DCA/PE, na Casa de Passagem Ana Vasconcelos, onde foi discutida a seguinte pauta: Avaliação da 5ª Vigília, preparação da 6ª Vigília e o Congresso do Fórum DCA/PE, a ser realizado no mês de setembro de 2012.
A 5ª vigília foi avaliada de forma positiva, apesar da chuva, o local propiciou maior visibilidade ao ato e êxito na panfletagem. Será enviada para as instituições propostas para que se defina se as reuniões ordinárias do Fórum serão realizadas na 1ª ou 2ª quarta-feira do mês. Mobilizar os adolescentes para participação nas próximas vigílias, articular com os Fóruns Municipais DCA, distribuir panfletos para divulgação da vigília e da situação dos adolescentes em cumprimento de medida de internação nas unidades da FUNASE em Pernambuco na 9º Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que será realizada em Brasília, DF, de 11 a 14/07/2012, onde o Fórum DCA/PE será representado por dois delegados. O Congresso do Fórum será realizado nos dias 05 e 06 de setembro de 2012, no Recife. A próxima Vigília será realizada no dia 19/07/2012, às 15:00 horas, no Pátio do Carmo, centro do Recife.
Participaram da reunião representantes da Casa de Passagem Ana Vasconcelos, Cidade Evangélica do Órfãos, CEDES Ipojuca, Fórum Sócio-Educativo, Cendhec, KNH Brasil Nordeste, Rede Mãos que Ajudam/Bola na Rede.
domingo, 1 de julho de 2012
Reunião Ordinária do Fórum DCA do Recife
O Fórum de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes do Recife realizou reunião no dia 28/06/2012, onde foi discutida a seguinte pauta:
- Definir sobre a elaboração da agenda de compromissos para os candidatos a prefeito do Recife em 2012;
- Definir sobre a realização de seminário com os candidatos a prefeito do Recife;
- Definir sobre a avaliação da gestão das instituições conselheiras da sociedade civil do COMDICA;
- Definir sobre a elaboração da agenda nota 10 para instituições da sociedade civil candidatas ao COMDICA;
- Definir sobre o processo de avaliação e monitoramento dos planos municipais de situação de rua, erradicação do trabalho infantil e enfrentamento da violência sexual;
- Definir ações em relação ao Conselho Anti-Drogas e a situação do COMDICA;
- Informes gerais.
- MNMMR/PE
- Grupo Ruas e Praças
- Cendhec
- Casa Menina Mulher
- Casa de Passagem
- Auçuba
- Fórum DCA/PE
- Associação Cristã Feminina
- Em Cena Arte e Cidadania
- Grupo Semente do Amanhã
- CESC Coqueiral
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Mulheres negras e pobres são mais vulneráveis ao aborto com risco, mostra dossiê
Uma série de pesquisas realizadas no Brasil mostra que as
desigualdades social e racial típicas do país desde a época colonial
marcam também a prática do aborto. As características mais comuns das
mulheres que fazem o primeiro aborto é a idade até 19 anos, a cor negra e
com filhos", descreve em artigo científico inédito a antropóloga Débora
Diniz, da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Bioética,
Direitos Humanos e Gênero (Anis), e o sociólogo Marcelo Medeiros, também
da UnB e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O texto, relativo a uma etapa da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), será publicado em julho na Revista Ciência e Saúde Coletiva ,
da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Pública (Abrasco). A
edição traz um dossiê sobre o aborto no Brasil, produzido com pesquisas
feitas para o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Diniz e Medeiros coordenaram, entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, levantamento com 122 mulheres entre 19 e 39 anos residentes em Belém, Brasília, Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em Salvador.
Segundo os autores, a diferenciação sociorracial é percebida até no
acompanhamento durante o procedimento médico. As mulheres negras relatam
menos a presença dos companheiros do que as mulheres brancas, registram
os pesquisadores. Dez mulheres informaram ter abortado sozinhas e sem
auxílio, quase todas eram negras, com baixa escolaridade [ensino
fundamental] e quatro delas mais jovens que 21 anos.
Os dados confirmam resultados encontrados pelos dois pesquisadores em
2010, quando verificaram, por meio de pesquisa de urna (método em que a
entrevistada não se identifica no questionário que preenche e deposita
em caixa vedada), que o aborto é comum entre mulheres de todas as
classes sociais, cuja prevalência aumenta com a idade, com o fato de ser
da zona urbana, ter mais de um filho e não ser da raça branca.
Conforme a pesquisa de 2010, 22% das mulheres brasileiras de 35 a 39
anos, residentes em áreas urbanas, já fizeram aborto. No levantamento, o
aborto se mostrou mais frequente entre mulheres com menor nível de
escolaridade, independentemente da filiação religiosa. Esses dados
demonstram que o aborto é prática disseminada, apesar da sua
ilegalidade, constituindo-se questão para a saúde pública, comenta Wilza
Vieira Villela, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que pesquisou o aborto
induzido entre as mulheres com HIV/aids.
Da mesma forma, o artigo de Rebeca de Souza e Silva, do Departamento
de Medicina Preventiva da Unifesp, confirma a tese de que a desigualdade
social afeta o acesso à prevenção da gravidez e também a qualidade do
aborto. De acordo com seu estudo comparativo entre mulheres casadas e
solteiras residentes na cidade de São Paulo, as solteiras recorrem
proporcionalmente mais ao aborto provocado (). Contudo, as mais pobres,
com menor escolaridade e maior dificuldade de acesso às benesses do
mundo moderno, continuarão pagando alto preço que pode ser a própria
vida pela opção de provocar um aborto.
Souza e Silva defende a legalização do aborto, por entender que o
problema só será resolvido se o acesso aos serviços de qualidade for
equitativo e que a ilegalidade traz consequências negativas para a saúde
das mulheres, pouco coíbe essa prática e perpetua a desigualdade
social, uma vez que os riscos impostos pela tal ilegalidade são vividos,
sobretudo, pelas mulheres menos escolarizadas, geralmente as mais
pobres, e pelas que não têm acesso aos recursos médicos para o aborto
seguro.
Para Estela Aquino, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade
Federal da Bahia (Ufba), as restrições legais não coíbem a prática [do
aborto] no país, mas reforçam desigualdades sociais, já que as mulheres
mais pobres fazem o aborto de modo inseguro, gerando hospitalizações
desnecessárias e representando riscos à saúde.
No Brasil, o aborto voluntário é ilegal e tipificado como crime no Código Penal.
O aborto é autorizado em caso de estupro e de risco de morte da mulher.
Neste semestre, o Supremo Tribunal Federal confirmou jurisprudência
praticada em vários tribunais que já permitiram a interrupção da
gravidez de fetos anencéfalos (malformação no tubo neural, no cérebro).
Por Gilberto Costa, repórter da Agência Brasil
Fonte: RETS
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Protagonismo juvenil é destaque nas etapas preparatórias para a 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
Ao fazer um balanço sobre as
conferências estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente, que
foram concluídas na última semana, a secretária nacional de Promoção dos
Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria de Direitos Humanos
da presidência da República (SDH/PR), Carmen Silveira de Oliveira,
ressaltou o protagonismo juvenil em todos os 26 estados e no Distrito
Federal. A secretária avaliou como “muito positiva” a mobilização que
ocorreu em todo o país, envolvendo todos os setores da sociedade e do
poder público, em torno da temática dos direitos da infância.
O
próximo passo, segundo a secretária, é preparar o Documento Base, que
servirá como referência para os debates da 9º Conferência, que ocorre em
Brasília entre os dias 11 e 14 do próximo mês. Acompanhe abaixo os
principais trechos da entrevista da secretária, concedida à equipe de
comunicação da Secretaria de Direitos Humanos.
Qual
a sua avaliação das etapas estaduais da conferenciados dos Direitos da
Criança e do Adolescente, que foram concluídas na ultima sexta-feira
(15)?
Obtivemos um retorno muito
positivo. Em todos os estados, tivemos uma diversidade grande de
participantes, inclusive com a participação aqueles setores que
tradicionalmente não enviavam representantes, como o judiciário e as
universidades. Mas o destaque maior nas conferências estaduais foi a
participação dos adolescentes. Eles criaram outro tipo de ambiente,
criaram demandas que talvez a gente não identificasse, a não ser por
eles que vivem a situação de usuário das politicas publicas, como por
exemplo, as demandas dos adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.
Para nós surpreendeu o número de adolescentes que vieram das unidades
de internação e dos programas de meio aberto, trazendo sua condição
especifica da medida.
A participação de entidades e fóruns ligados à temática foi satisfatória?
Bastante.
Identificamos que as redes e fóruns estiveram presentes, como por
exemplo, a rede Não Bata Eduque, a rede pela Primeira Infância, o Fórum
dos Direitos da Criança e Adolescente, entre outras. Isto é uma força
importante, por que mostra como estas redes estão operandos hoje de uma
forma descentralizada e chegando à ponta em comitês locais.
Quais os encaminhamentos mais comuns entre os estados?
Nós
estamos recebendo as sistematizações que foram produzidas nos estados,
agora nos temos uma equipe de relatoria que começa a organizar isto com
vistas ao documento base da 9ª Conferencia. Já foi possível
identificarmos situações recorrentes, como o apelo para que seja
efetivada a politica de educação infantil no Brasil, também aparece com
muita preocupação o fortalecimento dos Conselhos de Direitos e dos
Conselhos Tutelares, como setores importantes do sistema de garantia de
direitos. Também aparece com muita força, na maioria das deliberações
das conferencias municipais e estaduais, a necessidade e um volume maior
de recursos para as politicas da área.
Qual o próximo passo para a conferência nacional?
Nós
estamos na etapa de consolidação das informações que chegaram das
conferencias estaduais, especialmente nas deliberações com vistas ao
documento base que deverá nortear a discussão da 9º conferencia. Ao
mesmo tempo, nós iniciamos o processo de inscrição das delegações.
Colocamos no ar um hotsite, onde estão disponíveis os procedimento de
inscrição eletrônica, que trás varias novidades, uma delas é que nós já
conseguimos visualizar a distribuição das delegações nos hotéis e também
dos delegados nas salas de mini-plenárias, que ocorrerão. Isso nos
possibilita uma melhor organização, para chegarmos ao período da
Conferencia Nacional.
Houve aumento no número de delegados que irão participar da conferência, em relação à anterior?
Sim,
aumentou em 25%. No total, vamos chegar a um número estimado de 2.500
delegados, isso incluindo os 800 adolescentes que também representam
seus estados. Desta forma, teremos cerca de 3.000 participações. Também
teremos convidados internacionais, com representações dos países de
língua portuguesa e do Mercosul. Esses gestores estarão aqui conosco,
pois o processo das conferências é inédito no cenário internacional.
Existe uma curiosidade dos países em conhecer esse processo que nasce lá
na ponta do município, e traz diferentes seguimentos. É uma
oportunidade de estimularmos outros países a desenvolverem processos
semelhantes.
Qual a sua expectativa em relação à conferência nacional?
Excelente.
Nós teremos, por exemplo, o voto eletrônico, que possibilitará
conhecermos instantaneamente os resultados das deliberações dos
delegados. Teremos a “cidade dos direitos”, que este ano terá muitas
novidades. O espaço terá 4 mil metros quadrados, onde a gente vai
conseguir visualizar o sistema de garantia de direitos, ou seja,
escolas, prefeitura, o plenarinho, entre outros órgãos que atuam no
atendimento às demandas da infância. Serão mais de 60 atividades durante
o período da conferencia nacional. E é claro, também estamos nos
preparando para a chegada dos 800 adolescentes na conferencia. Este é o
maior numero entre as últimas edições. Certamente, a presença dos
adolescentes vai modificar não só o ambiente de trabalho, mas também as
proposições.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social e DH em Pauta nº 211
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Conselheiros Tutelares são empossados em Ipojuca
Foram empossados nesta quarta-feira (20) os Conselheiros Tutelares de Porto de Galinhas e Serrambi, localizados no litoral de Ipojuca. A cerimônia ocorreu na Câmara de Vereadores. Estiveram presentes o prefeito Fernando Eduardo, o prefeito licenciado Pedro Serafim Filho, secretários municipais, vereadores, conselheiros de direitos, conselheiros tutelares e representantes de órgãos governamentais e não governamentais.
O município do Ipojuca passará a contar com 05 Conselhos Tutelares: Camela, Ipojuca Sede, Nossa Senhora do Ó, e os recém-implantados Porto de Galinhas e Serrambi. A Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), estabelece no artigo 131 que "em cada município haverá, no mínimo, um Conselho Tutelar composto de cinco membros, escolhidos pela comunidade local". As eleições para escolha dos conselheiros tutelares de Camela, Ipojuca Sede e nossa Senhora do Ó, ocorreram em março deste ano, os eleitos para estes conselhos serão empossados no mês de setembro.
Em relação aos conselhos de Porto de Galinhas e Serrambi, os conselheiros foram empossados sem se submeterem ao processo de escolha, tendo em vista que a prefeitura optou por preencher as vagas com os suplentes do conselho tutelar de Nossa Senhora do Ó e Camela, contrariando, assim, o que determina o ECA e a resolução 139 do CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que dispõe sobre os parâmetros para criação e funcionamento dos conselhos tutelares no Brasil.
Fórum DCA/PE realiza sua 5ª Vígília no Recife
O Fórum DCA/PE realizou nesta terça-feira (19) a 5ª Vígilia para protestar contra a situação dos adolescentes e jovens em cumprimento de medida sócio-educativa nas unidades da FUNASE. O ato ocorreu no Pátio do Carmo, em frente a Basílica. Participaram crianças, adolescentes, conselheiros tutelares, conselheiros de direitos (municipais e estaduais) e representantes de organizações não-governamentais que formam o Fórum DCA/PE.
Diversos municípios se fizeram presentes: Recife, Moreno, Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Gravatá, Olinda, Igarassu, Itaquitinga. as vigílias continuaram todos os meses, até que o governo do estado cumpra o que determina o SINASE e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fotos: Nivaldo Pereira
Como atuar em projetos que envolvem despejos e remoções?
Este Guia, produzido pela Relatoria Especial da ONU para a moradia
adequada, sintetiza o que as normas internacionais determinam sobre
remoções involuntárias decorrentes de projetos públicos e privados de
infraestrutura e urbanização.
Contém orientações e
dicas para todos os envolvidos: projetistas, gestores públicos,
operadores do direito, órgãos financiadores nacionais ou internacionaise
populações atingidas.
O objetivo deste Guia é
orientar para que os projetos sejam desenvolvidos com respeito ao
direito à moradia adequada das comunidades por eles atingidas.
Para visualizar o Guia acesse: http://issuu.com/unhousing/docs/guia_portugues/1
Para baixar o arquivo clique aqui.
Fonte: RETS
terça-feira, 19 de junho de 2012
Fórum DCA/PE realizará 5ª Vigília no Recife
O Fórum DCA/PE (Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco), realizará nesta terça-feira (19/06), a 5ª Vigília em protesto contra a situação em que se encontram os adolescentes em cumprimento de medida sócio-educativa de internação nas unidade da FUNASE no Estado.
O ato ocorrerá a partir das 16:00 horas, na Praça do Carmo, no centro do Recife, e contará com a presença de crianças, adolescentes, educadores sociais, Conselheiros Tutelares, Conselheiros dos Direitos, militantes, defensores dos direitos humanos, representantes de organizações sociais de todo o Estado.
O evento, que está em sua 5ª edição, tem como objetivo chamar a atenção das autoridades para o cumprimento do SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Sócio Educativo) e da Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Na ocasião, haverá uma fogueira, onde serão queimados de forma simbólica, órgãos e instituições que não cumprem o seu papel em relação a esta situação.
sábado, 16 de junho de 2012
Conselheiros Tutelares concluem Curso de Formação em Ipojuca
Conselheiros e Conselheiras Tutelares de Ipojuca concluíram nesta sexta-feira (15) o curso de formação promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e realizado pelo CEDES - Centro de Estudos e Desenvolvimento Social. O curso foi realizado de 12 a 15/06/2012, na Escola Nascedouro de Talentos. Participaram 40 conselheiros e conselheiras, titulares e suplentes, dos Conselhos Tutelares de Camela, Ipojuca, Nossa Senhora do Ó, e dos recéns criados Porto de Galinhas e Serrambi.
Durante o curso os conselheiros e conselheiras tiveram aulas e receberam orientações sobre a história da criança e do adolescente no Brasil colonia, império e regime militar, processo de democratização, funções pedagógicas do Estatuto da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar: conceito e atribuições, humanização e ética no atendimento, aplicação de medidas de proteção, política de assistência social, lei de convivência familiar, orçamento criança e adolescente e a ética no exercício da função de conselheiro e conselheira tutelar.
A abertura do curso foi feita pelo Presidente do CMDCA, José Augusto do Nascimento. Como Instrutores participaram Nivaldo Pereira, José Rufino, Alexandre Bezerra, Silvino Neto, Mirella Villa e Almir Basio.
Confira as fotos do Curso de Formação:
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Conselho seleciona e aprova projetos
Mais de 3,7 mil crianças e adolescentes serão
beneficiados com recursos do Fundo Estadual de Defesa dos Direitos da
Criança e do Adolescente. Na última quarta-feira (06/06),
representantes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e
do Adolescente-CEDCA/PE estiveram reunidos para deliberar sobre os
projetos sociais referentes a Resolução nº 36/2012.
Dos 70
projetos encaminhados ao Conselho Estadual, 38 foram aprovados nas
seguintes linhas de financiamento: Enfrentamento à Violência Sexual
Contra Crianças e Adolescentes, Atendimento Socioeducativo; Tratamento
de Crianças e Adolescentes Usuários de Drogas e Pesquisa na Área da
Criança e do Adolescente. Confira a relação dos aprovados.
Fonte: CEDCA/PE
terça-feira, 12 de junho de 2012
Conselheiros Tutelares de Ipojuca participam de Curso de Formação
Está sendo realizado o Curso de Formação dos Conselheiros Tutelares do Ipojuca. O curso inicia-se nesta terça (12), e segue até o dia 12/06, no horário de 08 às 12:00 horas, na Escola Nascedouro de Talentos. as atividades foram iniciadas pelo Presidente do Conselho Municipal dos direitos da Criança e do Adolescente, José Augusto do Nascimento.
"Este curso, tem como objetivos orientar os conselheiros e conselheiras tutelares sobre os deveres inerentes ao exercício da função, ao longo dos 03 anos de mandato", afirmou o Presidente.
CURSO DE FORMAÇÃO DOS CONSELHEIROS
TUTELARES
Ipojuca, 12 a 15 de junho de 2012.
Programação
1º dia – 12/06/2012
08:00 – Abertura – José
Augusto Nascimento
08:30 – Criança no Passado –
Nivaldo Pereira
09:30 – Funções Pedagógicas
do ECA – Nivaldo Pereira
10:30 – Intervalo
10:45 – Sistema de Garantia
de Direitos e Política de Atendimento -
Nivaldo Pereira
2º dia – 13/06/2012
08:00 – Conselho Tutelar:
Conceito e Atribuições – Nivaldo Pereira
09:00 – Aplicação de Medidas
de Proteção: Estudo de Casos – Alexandre Bezerra
10:30 – Intervalo
10:45 – Aplicação de Medidas
de Proteção: Estudo de Casos (continuação) – Alexandre Bezerra
3º dia – 14/06/2012
08:00 – Política de
Assistência social – Mirella Villar
09:00 – Lei de Convivência Familiar
– Silvino Neto
10:30 - Intervalo
10:45 – Relações
Interpessoais – Dinâmicas de Grupo – Edmilson Ribeiro
4º dia – 15/06/2012
08:00 – Orçamento Criança e
Adolescente – Almir Basio
10:30 – intervalo
10:45 – A Ética no Exercício
da função de Conselheiro Tutelar – Silvino Neto
12:00 – Encerramento
terça-feira, 5 de junho de 2012
OIT: 20,9 milhões de pessoas no mundo são vítimas de trabalho forçado
“O tráfico de seres humanos também pode ser considerado trabalho forçado e, assim, essa estimativa capta o tráfico de seres humanos para exploração laboral e sexual ou o que alguns chamam de escravidão moderna”, diz o estudo.
De acordo com o levantamento, mulheres e meninas representam 55% (11,4 milhões) do total de trabalhadores forçados, enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%). Além disso, os adultos são mais afetados do que as crianças, pois 74% (15,4 milhões) das vítimas são maiores de 18 anos e 26% (5,5 milhões) estão abaixo dessa faixa etária.
A região da Ásia e do Pacífico apresenta o número mais alto de trabalhadores forçados no mundo, 11,7 milhões (56%). A África vem em seguida, com 3,7 milhões (18%), e a América Latina, com 1,8 milhão de vítimas (9%). Nos países da Europa Central e do Leste Europeu são registrados 1,6 milhão (7%) de pessoas trabalhando de forma forçada. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia há 1,5 milhão (7%) de trabalhadores forçados, enquanto no Oriente Médio, o número de vítimas é estimado em 600 mil (3%).
O estudo mostra ainda que 90% dos trabalhadores (18,7 milhões) são explorados na economia privada, por indivíduos ou empresas. Desses, 4,5 milhões (22%) são vítimas de exploração sexual forçada e 14,2 milhões (68%) são forçados em atividades econômicas como agricultura, construção civil, trabalho doméstico ou industrial.
Além disso, 2,2 milhões (10%) são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado, como por exemplo, nas prisões, o que viola as normas da OIT, ou imposto por forças armadas rebeldes ou exércitos nacionais.
O documento também apresenta a relação entre migração e trabalho forçado. Há 9,1 milhões de vítimas (44%) que estão presas no trabalho forçado após um processo migratório, ou seja, o deslocamento dentro de seus países ou para o exterior. A maioria dessas pessoas, 11,8 milhões (56%), está submetida a trabalho forçado em seus países de origem ou residência.
Os deslocamentos entre fronteiras estão estreitamente vinculados à exploração para fins sexuais. Em contrapartida, a maioria dos trabalhadores forçados em atividades econômicas e quase todos os que são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado não se afastaram de suas áreas de origem”, mostra o estudo.
Fonte: Agência Brasil e Pró-Menino
domingo, 3 de junho de 2012
Homofobia de Estado cresce no mundo
A
sexta edição do relatório da ILGA (Associação Internacional de
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexos) sobre homofobia de
Estado mostra aumento no número total de países no mundo que detêm
legislações que criminalizam pessoas por sua orientação sexual –
atualmente, são 78, contra 76 do ano passado. O relatório foi pesquisado
e editado por Lucas Paoli Itaborahy, mestrado em Práticas de Direitos
Humanos pela Universidade de Gotemburgo (Suécia), Univerisade Roehampton
(Reino Unido) e Universidade de Tromso (Noruega).
Prólogo
Este relatório anual é
caracterizado por contrastes – algumas vitórias a serem celebradas
contra um conjunto de leis odiosas ainda em vigência e contra os crimes
de ódio ao redor do mundo. Aproximadamente 60% dos membros da ONU (113
de 193) aboliram (e alguns nunca o fizeram) as legislações que
criminalizam atos homossexuais consentidos entre pessoas adultas do
mesmo sexo, enquanto cerca de 40% (78 de 193) das nações ainda se
agarram de forma equivocada - assim como criminosa – na tentativa de
preservar suas “identidades culturais” frente à globalização. Embora tal
divisão tenha se mantido relativamente estável nos últimos anos, o
surgimento recente no Conselho de Segurança da ONU do relatório pioneiro
do Alto Comissário Pillay sobre a violência e a discriminação que
muitas pessoas LGBTI ainda enfrentam em todo o mundo nos dá razão para
esperança, embora a mudança possa não vir tão rapidamente quanto
desejamos.
Esta sexta edição do
nosso relatório anual vê, infelizmente, um aumento no número total de
países no mundo com legislação que persegue pessoas com base em sua
orientação sexual, agora 78 em comparação aos 76 do ano passado. Embora a
“nova entrada” – Benin – seja devida a um melhor conhecimento a
respeito das leis daquele país além de ter havido confirmação da
existência de tais leis pelas próprias palavras do representante do
Benin proferidas durante a Revisão Periódica Universal do Conselho de
Direitos humanos no último ano, a outra entrada – Sudão do Sul –
representa uma verdadeira decepção: se espera que o nascimento de um
pais possa também ser a oportunidade de melhorar a legislação herdada do
antigo país do qual fazia parte. O único consolo é que o Sudão do Sul
não adotou a pena de morte para “crimes contra a ordem da natureza” que o
Sudão infamemente continua a ter em seu código penal.
Mais preocupantes são os
acontecimentos na Rússia onde a cidade de São Petersburgo e outras
regiões introduziram legislação para punir o “propagado homossexual”, o
que inclui os que trabalham como defensores dos direitos humanos, um
perigoso precedente que pode em breve ser seguido por todo o país. A
despeito da descriminalização da homossexualidade em 1993, a Rússia,
infelizmente, está liderando um grupo de países que vêm tentando nos
últimos anos controlar ou limitar a validade universal da declaração dos
direitos Humanos promovendo a noção de “tradição” como um conjunto de
filtros a oferecer a “apropriada” interpretação dos direitos humanos
dentro do contexto de uma cultura. É difícil a este ponto compreender se
a Rússia está fazendo tudo isto mais para colocar a si mesma como um
líder improvável na batalha contra o ocidente ou para prestar homenagem à
sua igreja ortodoxa... ou ambos. Embora tal política possa se tornar
sem sucesso no longo prazo, nao há dúvidas, contudo, de que vá causar
muito sofrimento no curto.
Além disso – nunca nos
cansaremos de repetir – o bem estar, para não mencionar a segurança, da
população ao redor do mundo não pode ser medido com base apenas na
legislação do país onde a pessoa reside. O fato de residir num país onde
as relações sexuais consentidas entre dois adultos não é criminalizada
não implica automaticamente que uma lésbica, um gay ou um transexual
estejam seguros lá, devido à violência, perseguição e outras práticas
discriminatórias levadas a cabo por agentes não-estatais, organizados ou
não e, em alguns casos, até mesmo protegidos pelas autoridades. Devemos
lidar com esta questão nas sessões chamadas “Contexto considerado dos
Refugiados” e “Homofobia no Brasil”.
Faça o download do relatório completo.
Veja também o mapa mundial da situação dos direitos da população LGBT.
Fonte: ILGA
| Anexo | Tamanho | ||
|---|---|---|---|
| ILGA_Homofobia_do_Estado_2012.pdf | 604.01 KB |
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Estudo indica maior participação dos municípios no financiamento da assistência social
Pesquisa realizada pelo Ipea, com dados de 2009, verifica que municípios financiam 74% dos gastos da área
Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), com dados dos anos de 2002 a 2009, indica que os gastos dos governos municipais com a assistência social – excluindo os pagamentos de benefícios – saltou de R$ 3,78 bilhões para quase R$ 6 bilhões. De acordo com o estudo, isto representa 74% de participação municipal no financiamento da política pública de assistência social.
Ainda segundo a pesquisa, no mesmo período, os recursos estaduais passaram de R$ 2,72 bilhões para R$ 3,31 bilhões, chegando a 4% do total do financiamento da área. A União participa com 22% do total de recursos.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (30), em Brasília, durante a quarta mesa do Seminário de Gestão Financeira no Sistema Único de Assistência Social (Suas), organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Para Ana Mesquita, técnica do Ipea e uma das autoras do trabalho juntamente com Raquel Martins e Tânia Cruz, essa diferença de participação no cofinanciamento da Assistência Social representa “uma tensão no pacto federativo em torno da Política Nacional de Assistência Social, que se manifesta claramente no seu cofinanciamento”.
O deputado estadual André Quintão (PT), presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Assistência Social na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, destacou a ampliação dos recursos do Fundo Estadual de Assistência Social. Em 2004, o estado repassava para os municípios R$ 11,4 milhões. Para 2012, o valor passa a ser de R$ 45,6 milhões. “Em 2013, o fundo do estado fará a transferência de recursos para os 853 municípios mineiros, o que representa 100% de atendimento”, destaca o parlamentar.
A secretária de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso do Sul, Tânia Garib, informou que o cofinanciamento fundo a fundo entre o estado e os 78 municípios de Mato Grosso do Sul já é de 100%. “Uma novidade para este ano é que toda prestação de contas será feito por meio eletrônico”, anunciou.
Encerramento – Para Dalva Miranda, secretaria de Assistência Social da cidade de Mazagão, localizada a 35 quilômetros de Macapá, capital do estado do Amapá, o seminário foi uma oportunidade de aprendizado e troca de experiências. “É diferente de você ler um informativo. Aqui você pôde perguntar e tirar sua dúvida na hora”, enfatizou, para acrescentar que “é preciso que nós gestores tenhamos o conhecimento necessário para operar o Suas”.
Fonte: MDS e Pró-Menino
Projeto da ONU vai beneficiar mais de 90 mil crianças em Recife
Iniciativa do Banco Mundial prevê a construção e renovação de creches, e investimentos no ensino fundamental e na administração pública
da Rádio ONU em Nova York
Camilo Malheiros*
Um projeto financiado pelo Banco Mundial quer criar melhores condições de aprendizado no Recife, capital do estado de Pernambuco. O apoio do órgão virá através de um empréstimo de US$ 130 milhões, equivalentes a quase R$ 260 milhões.
A iniciativa prevê a construção e renovação de creches, e investimentos no ensino fundamental e na administração pública. Segundo o Banco Mundial, o projeto vai beneficiar mais de 90 mil crianças.
Prova Brasil
Em testes recentes do exame nacional "Prova Brasil", Recife teve um dos piores desempenhos entre todas as capitais brasileiras, segundo o órgão.
A diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah L. Wetzel, afirmou, em comunicado de imprensa, que o "projeto vai ajudar Recife a mudar a história dessas crianças". Ela acrescentou ainda, que o programa "está abrindo caminho para uma cidade mais igualitária e economicamente suficiente".
O empréstimo virá do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento. Segundo o Banco Mundial, ele será garantido pelo governo brasileiro, e tem duração de 25 anos, com sete de carência.
*Apresentação: Leda Letra.
Fonte: Pró-Menino
Conselho Federal de Psicologia lança série de vídeos sobre drogas e cidadania
O Conselho Federal de Medicina disponibiliza na Internet uma série de vídeos sobre drogas e cidadania. Os episódios falam, por exemplo, sobre o Programa Nacional de Combate ao Crack, lançado no final de 2011, e que prevê a internação compulsória de usuários de drogas em clínicas particulares - como única saída para ajudar pessoas que tem problemas com o uso abusivo de álcool e drogas. A entidade alerta que as comunidades terapêuticas representam a volta dos manicômios e considera o fato um retrocesso na reforma psiquiátrica brasileira.
Fonte: RETS
Mobilizações em todo o mundo marcarão Dia do Meio Ambiente
O grande ensaio-geral para a Cúpula dos Povos está chegando! No Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), diversas ações serão realizadas em todo o mundo em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da natureza.
No Rio de Janeiro, duas mobilizações da Cúpula dos Povos já estão confirmadas. Às 13h, a concentração ocorrerá em frente à sede do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), na Avenida Venezuela 110 – Praça Mauá. Às 16h30, outra manifestação está marcada em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), na Avenida Marechal Câmara 210 – Centro. Na Cinelândia, entre 13h30 e 15h30, também ocorrerão diversas intervenções promovidas por organizações que integram a Cúpula.
Em São Paulo, entidades realizam a Tenda contra a Mercantilização da Vida – Não à Economia Verde, pela justiça ambiental, por uma economia solidária e pela sociedade do bem-viver, das 10h às 16h, no Largo São Francisco, região central da cidade. A atividade tem por objetivo promover, por meio de ações lúdicas e visuais, uma crítica à “Economia Verde”, proposta na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20. O documento oficial da ONU, no primeiro capítulo sobre economia verde, coloca que o principal aliado para a transição ao modelo sustentável é o setor privado, que está participando diretamente da elaboração do documento, inclusive no desenvolvimento das chamadas “metas de desenvolvimento sustentável”. [para saber mais sobre a Campanha Não à Economia Verde acesse:http://nogreeneconomy.org/en/]
Nos Estados Unidos, manifestações em diversos estados irão pressionar os negociadores dos país escalados para a Rio+20, a “a defenderem os direitos do povo americano e não de Wall Street”. Também irão se posicionar “por uma verdadeira economia verde, e contra uma economia pintada de verde”.
Também ocorrerão ações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente no México, em países da Europa e demais países da América do Sul. Mais informações sobre essas manifestações estarão no site da Cúpula dos Povos (www.cupuladospovos.org.br).
Fonte: RETS
Por um Código de Processo Civil que respeite os Direitos Humanos
Está sendo discutido no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 8046/2010 que irá alterar o Código de Processo Civil (CPC). O Código de Processo Civil é o instrumento que, entre outras coisas, regula o procedimento que o Juiz e os demais poderes públicos devem adotar nos casos de conflitos fundiários, tendo uma incidência direta nas ações de reintegrações de posse individuais e coletivas. A regra geral são as ordens liminares de reintegração de posse imediata, com o uso de força policial, nas áreas ocupadas para fins moradias e reforma agrária por famílias de baixa renda. Frente às milhares de famílias ameaçadas de despejo por medidas liminares em todo Brasil, as Entidades do Fórum Nacional de Reforma Urbana estão organizando um abaixo assinado em defesa da mudança do procedimento legal das reintegrações de posse e das ações possessórias no caso de litígios coletivos pela posse dos imóveis urbanos e rurais.Nesse contexto, a alteração do Código de Processo Civil é uma necessidade urgente para garantia dos Direitos Humanos e da Função Social da Propriedade. Essa estratégia une campo e cidade, na busca por justiça, por acesso à terra e moradia. Lembramos que já existe uma proposta de emenda de nº 323/2011 com o relator da Reforma do CPC que precisa ser ampliada para conter todos os pontos necessários para se evitar a execução de despejos expressos por via das liminares que ocasionam violações aos direitos humanos.
As emendas que defendemos à nova lei propõem mecanismos de prevenção e mediação dos conflitos fundiários rurais e urbanos como as audiências com famílias afetadas, a participação do Ministério Público, da Defensoria Pública, entre outros atores, obrigando judiciário a verificar o cumprimento da função social da propriedade. As populações ameaçadas demandam dos entes públicos a implementação de políticas públicas para avançar na reforma urbana e agrária, com a efetiva aplicação da função social da propriedade.
PROPOSTAS
1°) Ampliar participação do MP:
O Art. 156 do PL 8.046/2010 passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art.156......................................................
III – nas ações que envolvam litígios coletivos de posse e propriedade sobre imóveis rurais ou urbanos, e demais causas que há interesse social evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte, com vistas à adoção das medidas legais de proteção das pessoas físicas ou jurídicas pertencentes a grupos vulneráveis ou de baixa renda”.
2°) Audiência prévia antes das medidas de urgência
O Art. 2º - O Art. 270 do PL 8.046/2010 fica acrescido dos § 2°, renumerando-se o atual parágrafo único, com as seguintes redações:
“Art. 270 .....................................................
§ 2º A medida de urgência será precedida de audiência de justificação prévia nos casos que envolvam interesses ou direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos, a ser realizada em 72 (setenta e duas) horas, para a qual devem as partes ser notificadas.
3°) Função Social da Propriedade
Art. 3° - O Art. 547 do PL 8.046/2010 fica acrescido do inciso V, com a seguinte redação:
“Art. 547
V – o cumprimento da função social da propriedade”.
4°) Liminares, audiência e órgãos
Inclua-se o seguinte artigo 548-A ao PL nº 8.046/2010:
Art. 548-A. Nos casos de litígio coletivo pela posse e propriedade de imóvel urbano ou rural, antes do deferimento da manutenção ou reintegração liminar, o juiz deverá designar audiência de justificação prévia e conciliação entre as partes, seus representantes legais, com a participação do Ministério Público e dos órgãos responsáveis pela política urbana e agrária, que deverão para este fim ser notificados.
§ 1º o juiz também deverá, antes da decisão liminar, requisitar aos órgãos da administração direta ou indireta dos Municípios, Estados e União que forneçam as informações fiscais, previdenciárias, ambientais, fundiárias e trabalhistas referentes ao imóvel;
§ 2º Será intimada a Defensoria Pública para a audiência de conciliação prévia, caso os envolvidos não tenham condições de constituir advogado.
§ 3º A liminar poderá ser concedida somente após a averiguação do cumprimento da função social da propriedade.
§ 4º Caso as partes não alcancem conciliação nos termos do caput, o juiz deverá fazer-se presente na área do conflito coletivo pela posse da terra rural e urbana, acompanhado de representante do Ministério Público.
§5º Quando o litígio individual envolver população de baixa renda aplicar-se-á o § 2º.
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Fonte: Fórum Nacional de Reforma Urbana
Imagem: gravura de João Werner
Fonte: RETS
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