Ao abordar o tema “Ética na sala de aula”, indispensável se faz esclarecer primeiro
o que seja ética. Segundo consta nos dicionários de Aurélio e Houaiss é: “o conjunto
de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano” e, também, “o
estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta do ponto de vista do bem e do
mal”. Filosoficamente, de acordo com a Academia Brasileira de Letras, é: “o estudo dos
valores e normas que permeiam a conduta humana dentro da vida prática”.
Entretanto, apesar desses ensinamentos, em todas as partes do mundo, a falta de
ética, principalmente entre os mais jovens, tem sido constante e, quase sempre, mais
frequente nas dependências das escolas. A desordem, os casos de bullings a colegas
e até agressões a professores e alunos são, lamentavelmente, fatos corriqueiros e
persistentes na atualidade.
É sabido e dispensa comentários que o aluno vai à sala de aula para estudar. Evidente
que para aprender os ensinamentos que lhe são ministrados pelos mestres. Isso, todavia,
poderia ocorrer de forma pacata e ordeira. Todavia, nem sempre ocorre assim e muitos
demonstram, cada vez mais, que lhes falta a devida e indispensável educação.
Infelizmente, raros são aqueles que ainda sabem dizer: “obrigado” ou “por favor”.
Para que isso aconteça, torna-se necessário que cada aluno saiba diferenciar o certo do
errado.
Entretanto, para alguns, o errado é muito mais fácil e coerente, o que, em verdade, não
é, e jamais deverá ser. Assim, correto, eticamente, é seguir o que é certo, mesmo que
essa circunstância seja um pouco mais difícil ou, até mesmo, bem mais trabalhosa.
Evidente está que para se atingir tal fim torna-se indispensável aprender a ser ético,
já que ninguém nasce com esse dom, qualidade que só se adquire ao longo da vida.
E para que sejam alcançados tais objetivos, os jovens precisam levar para a escola
os mais lídimos ensinamentos obtidos em casa, através dos pais, pois cabe a eles a
incumbência principal de corrigir seus filhos, quando ainda jovens, para que, no futuro,
equivocadamente, não venham prejudicar com seus erros e atitudes condenáveis seus
semelhantes.
Lembro bem, ainda professor e dirigente de uma escola superior, que, em meu primeiro
dia de aula, ao adentrar na sala, encontrei um aluno, que, embora sentado, estava
com os pés sobre outra cadeira e o par de sapatos bem perto de minha mesa. Distraída,
uma velha amiga permanecia fazendo tricô, enquanto, ao seu lado, um colega saciava
sua sede com um coco bem verdinho. Próximo, outro tirava baforadas de seu cigarro,
impregnando o ambiente e, também, intoxicando com a fumaça um casal que trocava
carícias amorosas.
A ética claro está que não deva ser exclusiva na sala de aula, mas sim em todos os
lugares.
Fonte: Diário de Pernambuco
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